Sobre o blog

Meu nome é Diego F. Sou escritor, estudante avançado de matemática e um trabalhador de ofícios acostumado à economia de sobrevivência. Meu dia a dia se passa em Venado Tuerto, em um quarto com teto de zinco onde as regras da rua e a urgência econômica ditam o ritmo das coisas. Não cheguei às margens por uma busca romântica da pobreza ou da boemia, mas pela simples gravidade das quedas materiais.

Com o tempo, me vi habitando simultaneamente dois mundos que raramente dialogam entre si: a crueza dos becos onde o Estado só aparece para punir, e a abstração fria, perfeita e resolutiva da álgebra linear e do cálculo diferencial. Desse choque de realidades nasce a minha forma de escrever.

O projeto: Zero Obediência

Este site não é um espaço de moralismo barato, nem busca ser a voz dos que não têm voz. Tampouco é uma tentativa de salvar ninguém. Zero Obediência é, fundamentalmente, uma base de operações analítica e literária.

Nasce da necessidade de documentar a mecânica da marginalidade e o sistema penal, esquivando-se dos clichês de sempre. Para isso, cruzo a crônica urbana com a ciência exata. Utilizo ferramentas como a topologia, as cadeias de Markov ou o cálculo diferencial para desarmar problemas sociais, porque a matemática é a única linguagem que não possui vieses nem hipocrisia: simplesmente expõe como as forças operam e para onde se dirigem.

O projeto agrupa todo o meu ecossistema literario, desenhado para escalar e ser traduzido de forma global, abrangendo diferentes frentes:

  • Ensaios: Análises estruturais sobre a justiça, o crime e o contrato social (como Caminho para a prisão).
  • Narrativa: Romances curtos e contos onde as engrenagens desta filosofia entram em movimento através da ficção.
  • Poesia e Fanzines: A destilação mais crua, estética e verborrágica da vida nas margens.
  • Teatro: Diálogos puros que expõem a tensão do asfalto em tempo real.

O objetivo deste espaço é simples: oferecer uma literatura que nasce da lama, estrutura-se com o rigor da lógica formal e circula sob suas próprias regras. É um arquivo vivo para quem estiver disposto a olhar as engrenagens do sistema sem desviar o olhar.